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A mostrar mensagens de julho, 2015

Não saber sentir

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 Nada mudou. Ou melhor, tudo mudou. Desde aquele dia, tudo mudou. Aos poucos. Corroendo, devagar, devagar, devagar. Dizem que o mais difícil é admitir, e talvez até seja. Durante o dia, à vista da sociedade, está tudo bem. Quando estou comigo, volta a ficar tudo mal. Mas não sei se o pior é chegar à frente e dizer "eu preciso, não consigo mais", porque há tanta coisa difícil.  Há a voz muda que grita sem parar, há a solidão que nunca está sozinha, há a desconfiança que insiste sem motivos. Há o não saber como nem o que sentir, e isso sem dúvida alguma é das coisas mais difíceis, porque não é algo a que eu possa fechar os olhos e seguir em frente. Sentir está presente em todos os minutos dos meus dias. Sentir define como reajo. É como se existissem dois caminhos: o certo e aquele em que estou. Olho para o que devia fazer mas faço o contrário. Olho para o certo e sinto o errado. Se devo pensar que existe o certo e o errado? Não sei. Se tenho o direito de me sentir assim? Sim, ...