Por mais tempo que passe, continuo a sentir o mesmo. Ou até mais intensamente. E hoje foi prova disso quando me emocionei ao ouvir algo novo. Tinha tantas saudades.
Silêncio. Espirituoso. E perigoso. Aceita e sorri. Faz do silêncio a tua alegria. Faz do silêncio a tua arma. Ninguém ouviu. Ninguém sabe. Ninguém comenta. És feliz e ninguém sabe porquê. Não me digas que desta forma irias viver numa mentira. Se ninguém descobrir, é verdade. É a tua verdade enfeitada. Silêncio. Calmante. E criminoso. Grita e morre. Tens de saber gritar sem que ninguém te oiça. Tens de saber gritar ao mundo e tens de saber fazê-lo. Grita a sorrir. Grita a aplaudir. Grita a correr. Se não souberes gritar, vais mentir. E eu sei que queres continuar a mostrar a verdade enfeitada. Silêncio. Relaxante. E extenuante. Não te obrigo a aceitar nem a gritar. Não te obrigo a esconder. Não te obrigo a morrer. E sabes porquê? Porque tens razão quando dizes que desta forma irias viver numa mentira. Mostra a verdade enfeitada até estares preparada. Assim que a oportunidade passar por ti, agarra-a e nunca mais a largues. O silêncio pode ser uma forma de viver mas não...
Um céu. E um desejo. Olha-me profundamente. Só assim te sinto. Só assim te vejo. Só assim te sei. Sem pressa, mas com urgência. O limite está longe. A vontade é grande. A meta não é o fim. A ânsia é imensurável. Olha-me profundamente mais uma vez. Queres o mesmo que eu? Um chão. E um querer. Olha-me intensamente. Só assim te toco. Só assim te beijo. Só assim te abraço. Sem precipitação, mas com ansiedade. O início está perto. O impulso é ousado. A entrada não é obrigatória. O anseio é constante. Olha-me intensamente mais uma vez. Sentes o mesmo que eu? Um ar. E um encanto. Olha-me ardentemente. Só assim te possuo. Só assim te persuado. Só assim te delicio. Sem agitação, mas com necessidade. A incerteza está presente. O furor é inacabável. O caminho não é compromisso. A atração é imortal. Olha-me ardentemente mais uma vez. Fazias o mesmo que eu? Uma pessoa. E um amor. Olha-me apaixonadamente. Sente-me também. Toca-me também. Possui-me também. Com pressa e urgên...
Nove meses passados. E está tudo tão diferente agora. Gostava de saber se sabes o que está a acontecer cá em baixo e se sabes o que sinto. Aliás, o que eu gostava mesmo era de partilhar contigo a situação presente e de te dar todo o mal-estar que isso me causa. Entregava-te todo este sofrimento para que o levasses para bem longe daqui, já que o causador foste tu e também te foste. Não estou chateada, apenas sinto a tua falta. Sinto uma tremenda falta de passear contigo. Sinto falta de te dar a mão, de olhar para os teus olhos e de ouvir a voz. Sinto também falta de sentir a horrível dor no meu peito por não te ter. Já não sinto essa dor e isso aterroriza-me. Aterroriza-me porque era o que te mantinha vivo, era o que restava de ti. Não é a mesma coisa sentir falta e dor. Sabes do que me arrependo? De não te ter dado um beijo de despedida quando entraste para a ambulância. Perguntaste-me se tinha posto tudo na mala e disse que sim. Olhei-te nos olhos e pensei "Vai corr...
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