Por mais tempo que passe, continuo a sentir o mesmo. Ou até mais intensamente. E hoje foi prova disso quando me emocionei ao ouvir algo novo. Tinha tantas saudades.
Tu puxas e eu puxo. Com equilíbrio. E com sabedoria. Combinámos que seria assim até ao fim. Dividimos a corda ao meio, cada um ficou com metade. Metade de coração. Metade de alma. Metade de corpo. Combinámos também alguns sinais especiais e definimos limites. Tu escreveste em vários papéis e eu colei na corda. Dada a tua distração, não viste quando alguns papéis caíram e, como eu sou tão egoísta, não te disse nada, mas garanto-te que os guardei. Se quiseres volto a colá-los. O objetivo é simples. As regras são básicas. No entanto, esquecemos-nos de uma coisa: o júri. Nós somos os jogadores, não nos podemos avaliar. Isso seria uma disputa de interesses que nunca mais teria fim e nós combinámos que seria até ao fim. E se a disputa nunca tivesse fim e ficássemos para sempre a puxar a corda? Não me soa nada mal, acho que não precisamos de júri. Tomara eu, talvez também tu, que fosse esta a realidade. Tu puxavas e eu puxava. Regra principal: nunca parar de puxar. Objetivo...
Toca-me. Preciso do teu toque. O meu coração bate fortemente. O meu corpo estremece ansiosamente. És tu. Quando não estás, estremeço. Beija-me. Preciso do teu beijo. Não sei respirar calmamente. Não sei respirar-te. Tenho tanta pressa que me sufocas. És tu. Quando não estás, sufoco. Abraça-me. Preciso do teu abraço. Chove intensamente. As folhas caem tristemente. O vento derruba desastrosamente. E não te vejo. Quando não estás, não te vejo. Quero sentir. A firmeza do teu toque. A doçura do teu beijo. A segurança dos teus braços. O teu amor. Quero sentir. Quero estremecer. Quero sufocar. Não te quero ver. O meu amor. Memórias do quanto quero sentir. Inexplicável. Inesgotável. Incondicionalmente. Irrevogavelmente. O meu amor por ti. Tua S.
Um dia conto-te quem fui. Um dia conto-te quantas vezes te quis ver. Um dia conto-te quantas vezes te senti ao meu lado. Sozinha no meu canto. À espera do teu colo. Um dia conto-te quem me tornei. Um dia conto-te quantas vezes te vi. Um dia conto-te quantas vezes te toquei. Sozinha com as minhas lágrimas. À espera do teu abraço. Um dia conto-te quem sou. Um dia conto-te quantas vezes te desejei. Um dia conto-te quantas vezes te chamei. Sozinha a gritar o teu nome. À espera do teu presente. Um dia conto-te o passado, o presente e o futuro. Um dia conto-te quantos anos passaram. Um dia conto-te o fim. Sozinha no topo. À espera do teu adeus. Tua S.
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