Aceita e grita

 Silêncio. Espirituoso. E perigoso. Aceita e sorri. Faz do silêncio a tua alegria. Faz do silêncio a tua arma. Ninguém ouviu. Ninguém sabe. Ninguém comenta. És feliz e ninguém sabe porquê. Não me digas que desta forma irias viver numa mentira. Se ninguém descobrir, é verdade. É a tua verdade enfeitada.
 Silêncio. Calmante. E criminoso. Grita e morre. Tens de saber gritar sem que ninguém te oiça. Tens de saber gritar ao mundo e tens de saber fazê-lo. Grita a sorrir. Grita a aplaudir. Grita a correr. Se não souberes gritar, vais mentir. E eu sei que queres continuar a mostrar a verdade enfeitada.
 Silêncio. Relaxante. E extenuante. Não te obrigo a aceitar nem a gritar. Não te obrigo a esconder. Não te obrigo a morrer. E sabes porquê? Porque tens razão quando dizes que desta forma irias viver numa mentira. Mostra a verdade enfeitada até estares preparada. Assim que a oportunidade passar por ti, agarra-a e nunca mais a largues. O silêncio pode ser uma forma de viver mas não é a tua forma de ser feliz. Aceita e luta. Grita e mata.






Tua S.

Comentários

  1. Ténue equilíbrio entre a sanidade e a loucura. Se gritas, libertas-te, mas os gritos podem ser usados contra ti. Se te silencias, vais enlouquecendo aos poucos, gota a gota... Aumenta a tensão interior por não gritares. Para o mundo, está tudo bem, para ti tudo num calmo alvoroço. Refugia-te. No teu cantinho, na tua bola de sabão, só estás tu. E quem tu permitires. Fora dela, sorri e assobia para o lado. Dentro dela, grita, explode, rebenta, pois é nela que reside tudo o que é inteira e mais íntima e profundamente teu. Fecha os olhos e respira fundo. Amanhã tudo passará. Hoje... Aguenta-te com a ironia.

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