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Faz, aceita, ama

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 Normalmente só escrevo aqui quando sou invadida por grandes e muitas emoções e preciso de deitar tudo cá para fora. Por isso devo estar a causar alguma confusão às pessoas que me conhecem e seguem, porque o costume é escrever um texto e ficar tudo dito, mas esta semana já lá vão três publicações e parece-me que não disse nada.  Estava a estudar matemática quando comecei a pensar e me deu outra vontade súbita de pôr os meus pensamentos em "papel". E já que referi a matemática, é por aí que vou começar. Adorava tanto, mas tanto que o exame que vou fazer daqui a 5 dias fosse fácil. E mesmo que não o fosse, gostava que, depois destes dias a estudar e a ter explicações, sem contar com o ano que passou, ao menos eu chegasse lá e conseguisse fazer os exercícios. Gostava de dizer que precisei de raciocinar, mas que consegui, que valeu a pena o esforço. E depois, passado menos de um mês, em frente às pautas, gostava de olhar para a minha nota e pensar "fogo, tu és mesmo capaz...

Orgulha-te

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 Sabes aquela sensação de ansiedade e felicidade? Aquele momento em que não sabes se é maior a vontade de rir ou de chorar? Quando já estavas a acostumar-te a uma ideia de "passagem pela vida", mas voltam a dar-te a oportunidade de sonhar? Quando as emoções são tão grandes para um ser tão pequeno? Sem dúvida que é uma das melhores sensações. E este pequeno e bom vislumbre de um futuro longínquo, mas meu, sabe tão bem quanto umas férias despreocupadas numa ilha paradisíaca.  Uma coisa irá permanecer sempre: a consciência do porquê desta luta. Oito meses passados. Dias e mais dias. Meses e mais meses. Anos se passarão sem a tua presença física, mas preenchidos de instabilidade e saudade. Tudo culpa tua. Se podias ter feito as coisas de maneira diferente? Podias. Se quiseste? Duvido.  Olha para mim e orgulha-te daquilo em que me tornei. Um dia levo-te, no meu coração, a uma dessas ilhas paradisíacas, o que me dizes? Tua S,  ♥

Promete-me

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 Adiei e continuo a adiar o inevitável. Mas os dias aproximam-se e não posso fazer nada para o evitar. Podemos tomar pequenas decisões sobre pequenos assuntos, mas ainda não temos o poder de tomar as maiores decisões. E, nesta altura, por mais que queira, não posso simplesmente virar costas ao futuro e àquilo que sei que deve ser feito.   Voltei a acreditar apenas no presente, por ti. Mas pensar no futuro sempre fez parte de mim. E se antes tinha medo de estar contigo, agora tenho medo de não estar. Ambos sabemos que o mundo lá fora está repleto de partidas e não cabe a mim, por mais que queira, estar ao teu lado para te avisar dessas partidas. Tens de ser tu a cair e a levantar-te sozinho. Vais ter de ser tu a explorar as novidades e a não ficar tentado. Vais ter de decorar o caminho de volta para casa.  Descobrir-te, intensificou-te. Saber-te, acentuou-te. A mais pequena ideia de não te pertencer, aterroriza-me. Não quero que me prometas um conto de fadas, mas ac...

Não às decisões

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 Gosto de escrever sobre decisões que tomei ou sobre as que tenho de tomar. Essas decisões levam-me a situações confortáveis ou desconfortáveis, boas ou más. Hoje vou escrever sobre não tomar decisões.  Por vezes, com a correria do dia-a-dia, esquecemo-nos de coisas importantes. Preocupamo-nos com a opinião dos outros e esquecemo-nos de seguir o nosso coração. Queremos parecer bem aos olhos da sociedade e esquecemo-nos de ser felizes. Esquecemo-nos que nem sempre é preciso pensar em decisões e que basta seguir a corrente da maré para encontrarmos aquilo que não sabíamos que era o melhor para nós. E quando pensamos que podemos voltar atrás e fazer tudo de maneira diferente? É apenas uma ilusão. O tempo não recua. A oportunidade de tomar a melhor decisão sem pensar um segundo surge apenas uma vez.   Sei o que deve ser feito, mas não sei fazê-lo. Sei que deixo escapar oportunidades de ser feliz, mas más decisões tomadas no passado fazem-me ponderar melhor o futuro. ...

O meu caminho

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 Faço muitas vezes uma retrospeção do meu passado. Analiso as minhas ações, e critico-as ou glorifico-as. Dizem que não devemos viver o passado, mas penso que é bom olharmos para trás do nosso percurso de vida. Voltar a revivê-lo. Relembrar aquilo que gostaríamos de voltar a sentir para que possamos repetir e aquilo que queríamos apagar da memória para não voltarmos a cometer os mesmos erros.  Especialmente hoje lembrei-me de ti e de tudo o que me fizeste sentir. Meu destino, dizia eu. É engraçado como, depois de tudo o que me fizeste passar, não consigo ver-te como uma pessoa má e posso até dizer que te perdoo. Em relação a ti, é tudo muito confuso, tal como aquilo que sinto quando penso em ti. Apesar disso, sinto paz. Sinto que vivemos a nossa história como tinha de ser vivida e desejo que encontres o caminho da tua felicidade.  Já não quero continuar a estrada em frente na direção do único destino que desejo. Quero virar em todas as esquinas e percorrer todos os cami...

Esquecer por um segundo

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 "Ela agora está aqui ao nosso lado. E o pai também deve estar. Estão os dois a olhar para nós." Palavras inocentes de quem tanto sente. Lágrimas derramadas quando se torna impossível aguentar a saudade no peito. Queremos fugir e gritar, mas sabemos que ficar aqui é o mais acertado a fazer, a suportar o insuportável.  Ainda hoje parece mentira. Esqueço-me. E sinto-te vivo. Ouço o carro, a porta a abrir, o telemóvel a tocar e ouço-te. Espero por alguém, pelas horas, pelos dias e espero-te. Seis meses depois. Esqueço-me. Ouço-te e espero-te. E no segundo a seguir volto a sentir a dolorosa realidade.  Gosto de pensar que estás bem. A sorrir. A mostrar-me o melhor caminho. Orgulhoso de quem cá deixaste. Tento retribuir esse sorriso da melhor forma, mesmo que por vezes acompanhado por alguma tristeza.  "Agora o pai já tem companhia, já não está sozinho. Devem estar aqui mas nós não os vemos. Gostavas de os ver?" Sim, gostava. "Não chores mais. Eu não posso chorar...

Ouvi-te chegar

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 Voltei a ouvir-te chegar. Entraste em casa, fechaste a porta, pousaste as chaves, abriste o casaco... Sabia que a seguir vinhas ter comigo, perguntavas o que eu estava a fazer e davas-me um beijo na testa. Lembro-me do som do teu movimento. Lembro-me da tua presença. Mas aterroriza-me não me lembrar da tua voz. Talvez não me lembre por pensar demasiado sobre isso, ou por querer tanto recordá-la, ou por desejar tanto que voltes, ou por me repreender tanto por pensar assim...  Sei que te disse que estava a conseguir ultrapassar cada dia. E estou. Mas é difícil. E a dor voltou, de um dia para o outro. Não mais forte, mas insistente e dolorosa. Aperta-me o peito e obriga-me a dizer as palavras proibidas. Sabes tão bem quanto eu que não as posso dizer. E desta vez não é pelos dois, mas somente por ti. Pelo teu bem, seja ele qual for, sou capaz de o fazer, mesmo que me destrua por dentro, mesmo que tenha de fingir o que sinto.  Voltei a ouvir-te chegar. E estás a demorar tan...