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Sem ti é assim

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 Pensava que tinha ultrapassado o medo de viver sem ti, mas não. Pensava que era capaz de coisas que te deixassem orgulhoso, mas não. Pensava que era fácil tornar-me independente, mas não. Estou a ser deparada com situações em que precisava, única e exclusivamente, de ti. E por não estares cá para me ajudar, não consigo resolvê-las sozinha. Não consigo avançar sem a tua presença. Talvez esteja a cometer um erro, mas não posso só pensar em fazer. Tenho de pensar também em estar psicologicamente preparada para o que virá. E neste momento tenho a certeza que não estou.  Nunca fui capaz de perceber muito bem aquelas pessoas que eram incapazes de fazer alguma coisa devido ao seu estado mental. E talvez pense mais do que devia, talvez seja apenas mais uma fase menos boa, mas creio que estou a começar a perceber melhor essas pessoas.   Preciso de tempo para me orientar e preparar. Preciso de um ano para me decidir. Preciso de parar de pensar. E preciso de ti, mais do qu...

"Crescer é a tua obrigação, ninguém te vem ensinar"

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 Nove meses passados. E está tudo tão diferente agora. Gostava de saber se sabes o que está a acontecer cá em baixo e se sabes o que sinto. Aliás, o que eu gostava mesmo era de partilhar contigo a situação presente e de te dar todo o mal-estar que isso me causa. Entregava-te todo este sofrimento para que o levasses para bem longe daqui, já que o causador foste tu e também te foste.  Não estou chateada, apenas sinto a tua falta. Sinto uma tremenda falta de passear contigo. Sinto falta de te dar a mão, de olhar para os teus olhos e de ouvir a voz. Sinto também falta de sentir a horrível dor no meu peito por não te ter. Já não sinto essa dor e isso aterroriza-me. Aterroriza-me porque era o que te mantinha vivo, era o que restava de ti. Não é a mesma coisa sentir falta e dor.  Sabes do que me arrependo? De não te ter dado um beijo de despedida quando entraste para a ambulância. Perguntaste-me se tinha posto tudo na mala e disse que sim. Olhei-te nos olhos e pensei "Vai corr...

Faz, aceita, ama

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 Normalmente só escrevo aqui quando sou invadida por grandes e muitas emoções e preciso de deitar tudo cá para fora. Por isso devo estar a causar alguma confusão às pessoas que me conhecem e seguem, porque o costume é escrever um texto e ficar tudo dito, mas esta semana já lá vão três publicações e parece-me que não disse nada.  Estava a estudar matemática quando comecei a pensar e me deu outra vontade súbita de pôr os meus pensamentos em "papel". E já que referi a matemática, é por aí que vou começar. Adorava tanto, mas tanto que o exame que vou fazer daqui a 5 dias fosse fácil. E mesmo que não o fosse, gostava que, depois destes dias a estudar e a ter explicações, sem contar com o ano que passou, ao menos eu chegasse lá e conseguisse fazer os exercícios. Gostava de dizer que precisei de raciocinar, mas que consegui, que valeu a pena o esforço. E depois, passado menos de um mês, em frente às pautas, gostava de olhar para a minha nota e pensar "fogo, tu és mesmo capaz...

Orgulha-te

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 Sabes aquela sensação de ansiedade e felicidade? Aquele momento em que não sabes se é maior a vontade de rir ou de chorar? Quando já estavas a acostumar-te a uma ideia de "passagem pela vida", mas voltam a dar-te a oportunidade de sonhar? Quando as emoções são tão grandes para um ser tão pequeno? Sem dúvida que é uma das melhores sensações. E este pequeno e bom vislumbre de um futuro longínquo, mas meu, sabe tão bem quanto umas férias despreocupadas numa ilha paradisíaca.  Uma coisa irá permanecer sempre: a consciência do porquê desta luta. Oito meses passados. Dias e mais dias. Meses e mais meses. Anos se passarão sem a tua presença física, mas preenchidos de instabilidade e saudade. Tudo culpa tua. Se podias ter feito as coisas de maneira diferente? Podias. Se quiseste? Duvido.  Olha para mim e orgulha-te daquilo em que me tornei. Um dia levo-te, no meu coração, a uma dessas ilhas paradisíacas, o que me dizes? Tua S,  ♥

Promete-me

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 Adiei e continuo a adiar o inevitável. Mas os dias aproximam-se e não posso fazer nada para o evitar. Podemos tomar pequenas decisões sobre pequenos assuntos, mas ainda não temos o poder de tomar as maiores decisões. E, nesta altura, por mais que queira, não posso simplesmente virar costas ao futuro e àquilo que sei que deve ser feito.   Voltei a acreditar apenas no presente, por ti. Mas pensar no futuro sempre fez parte de mim. E se antes tinha medo de estar contigo, agora tenho medo de não estar. Ambos sabemos que o mundo lá fora está repleto de partidas e não cabe a mim, por mais que queira, estar ao teu lado para te avisar dessas partidas. Tens de ser tu a cair e a levantar-te sozinho. Vais ter de ser tu a explorar as novidades e a não ficar tentado. Vais ter de decorar o caminho de volta para casa.  Descobrir-te, intensificou-te. Saber-te, acentuou-te. A mais pequena ideia de não te pertencer, aterroriza-me. Não quero que me prometas um conto de fadas, mas ac...

Não às decisões

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 Gosto de escrever sobre decisões que tomei ou sobre as que tenho de tomar. Essas decisões levam-me a situações confortáveis ou desconfortáveis, boas ou más. Hoje vou escrever sobre não tomar decisões.  Por vezes, com a correria do dia-a-dia, esquecemo-nos de coisas importantes. Preocupamo-nos com a opinião dos outros e esquecemo-nos de seguir o nosso coração. Queremos parecer bem aos olhos da sociedade e esquecemo-nos de ser felizes. Esquecemo-nos que nem sempre é preciso pensar em decisões e que basta seguir a corrente da maré para encontrarmos aquilo que não sabíamos que era o melhor para nós. E quando pensamos que podemos voltar atrás e fazer tudo de maneira diferente? É apenas uma ilusão. O tempo não recua. A oportunidade de tomar a melhor decisão sem pensar um segundo surge apenas uma vez.   Sei o que deve ser feito, mas não sei fazê-lo. Sei que deixo escapar oportunidades de ser feliz, mas más decisões tomadas no passado fazem-me ponderar melhor o futuro. ...

O meu caminho

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 Faço muitas vezes uma retrospeção do meu passado. Analiso as minhas ações, e critico-as ou glorifico-as. Dizem que não devemos viver o passado, mas penso que é bom olharmos para trás do nosso percurso de vida. Voltar a revivê-lo. Relembrar aquilo que gostaríamos de voltar a sentir para que possamos repetir e aquilo que queríamos apagar da memória para não voltarmos a cometer os mesmos erros.  Especialmente hoje lembrei-me de ti e de tudo o que me fizeste sentir. Meu destino, dizia eu. É engraçado como, depois de tudo o que me fizeste passar, não consigo ver-te como uma pessoa má e posso até dizer que te perdoo. Em relação a ti, é tudo muito confuso, tal como aquilo que sinto quando penso em ti. Apesar disso, sinto paz. Sinto que vivemos a nossa história como tinha de ser vivida e desejo que encontres o caminho da tua felicidade.  Já não quero continuar a estrada em frente na direção do único destino que desejo. Quero virar em todas as esquinas e percorrer todos os cami...